Advogada alega legítima defesa após matar companheiro
Defesa cita "longo ciclo de violência doméstica" e diz que cliente agiu por autopreservação
Poços de Caldas (MG) - A defesa da advogada Celma Alves Ferreira, 54, suspeita de matar o companheiro João Felipe Lopes Gimenes, 30, na última segunda-feira, 1º, no bairro Terras de Santo Antônio, na zona rural de Caldas, veio a público afirmar categoricamente que sua cliente agiu em "estrita legítima defesa".
Em nota, os advogados Fabiano Vitti e Ricarth Santiago Bandola de Oliveira declararam que Celma Ferreira é uma "vítima sobrevivente de um longo ciclo de violência doméstica, coação psicológica e extorsão" praticado pela vítima fatal.
A defesa sustenta que a advogada se viu forçada a uma "medida extrema para preservar a própria vida" diante de uma agressão iminente e real. O casal é de Poços de Caldas.
Histórico de conflito e colaboração
A defesa da advogada destacou pontos cruciais para sua argumentação, citando que o incidente não foi isolado, havendo registros anteriores de ameaças e atos de destruição de propriedade por parte da vítima.
A advogada alegou que vivia sob constante intimidação, incluindo conflitos relacionados a um inventário. Os advogados ressaltaram a colaboração imediata de Celma Ferreira, que solicitou socorro médico e policial, e se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, entregando a arma do crime e prestando amplos esclarecimentos.
O caso: homicídio em chácara
O crime ocorreu em uma chácara no bairro Terras de Santo Antônio, na zona rural de Caldas. Segundo a Polícia Militar, Celma Ferreira efetuou dois disparos na cabeça de João Felipe durante uma discussão.
A PM encontrou o local com sinais de depredação, incluindo vidros quebrados e marcas de chutes no portão, o que corrobora a informação de um cenário de conflito.
Uma testemunha, que é funcionário da chácara, confirmou que a vítima chegou ao local "exaltado, perguntando pela mulher e fazendo ameaças" antes dos disparos.
Após o crime, a vítima foi atendida pelo SAMU, que confirmou o óbito. A Perícia Técnica recolheu estojos deflagrados e o telefone celular.
A PM também confirmou a existência de um registro policial anterior de ameaça feito pelo homem contra a advogada.
A Polícia Civil instaurou inquérito e, devido à apresentação espontânea da suspeita, não houve flagrante delito, e ela foi liberada após ser ouvida.
Agora, a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais e de necropsia e segue realizando outras diligências para a completa apuração do caso.
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