Ordem do Dia 25/11/25
Não se discute o profissionalismo da diplomacia brasileira. No caso do tarifaço norte-americano, agiram segundo o esperado e conforme a própria reputação.
Se não caiu completamente, o tarifaço já não incomoda tanto. E os principais produtos de exportação, brasileiros, são novamente competitivos nos EUA. Mas não graças ao Eduardo "bananinha" e sua turma.
A surpresa veio da parte do dublê de ministro e vice-presidente, Geraldo Alkimim: mandou bem, contornou o besteirol de Lula, num cenário hostil.
Não foi o Plano Real mas foi bem articulado. Pena não existir mais de onde veio esse. Alkimim deve ser o último pássaro Dodô ainda não extinto. Mas sob outra plumagem...
Chega a ser triste: na política brasileira a sensatez seria surpreendente e não mais corriqueira. Comum é a estupidez. É nóis.
Onde ficariam, por sua vez, os arautos do bolsonarismo "bananoso"? Responsáveis por um ato de traição aos interesses econômicos nacionais?
O que mais impressionou este colunista foi o júbilo com que alguns "bananosos" receberam o tarifaço, o ataque ao Brasil e à sua soberania.
Numa clara tentativa de intervenção de tipo colonialista. Que espécie de gente seria essa? Prontos a abraçar a agressão estrangeira, em nome da defesa de delinquentes? Lamentável.
Ainda assim, Bolsonaro divide com Lula a preferência do eleitor brasileiro, segundo pesquisas. E seria viável, caso fosse elegível. Seriam os líderes.
Um se alimentando da rejeição ao outro. Fenômeno de mal gosto. Em ambas as escolhas. Já que as opções, a ambos os personagens, são motivadas por rejeição, restrições ou ódio. E não por eventuais virtudes que eventualmente representem. Dá preguiça.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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