Ordem do Dia 24/01/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Após o presidente francês, Emmanuel Macron, repercutir um conteúdo da Ordem do Dia desta semana, foi a vez da Globo e, de quebra, Lula, pautarem suas ações e falas em linha com assunto aqui tratado.
Na falta de um conceito atual, para definir a conduta disfuncional de Trump, esta coluna propôs retroceder à Idade Média e, com base no sistema feudal, classificar Trump como uma espécie de "suserano ou senhor feudal moderno". A exigir "vassalagem" de outros países, tratados como "servos".
Não foi outra a alegoria utilizada por Macron, para tratar do mesmo assunto, em Davos. Na sequência, recusou o convite de Trump para integrar uma organização amalucada, destinada a "pacificar Gaza".
O mais estranho seria que os principais interessados, os palestinos, donos do território em questão, não receberam qualquer convite. E Trump seria o chefe supremo da organização.
Na última coluna, por sua vez, abordamos o estranho silêncio do jornalismo da Rede Globo sobre a conduta de Toffoli, do STF.
Enquanto outros veículos de imprensa davam prioridade ao assunto. A rede de TV tratou, inicialmente, com frequência do caso Master e do amalucado de Jesus, do TCU, defensor de Vorcaro e Master.
De repente, a Globo fez "silêncio obsequioso" em relação a Toffoli, um bom par de dias. Qual foi a surpresa deste colunista, quando notou a Globo retomar o assunto e se ocupar prioritariamente de Toffoli, no dia seguinte à publicação da coluna.
Até Lula resolveu se pronunciar, publicamente, dizendo que quem defende Vorcaro, dono do Master, "não teria vergonha na cara".
Logo, Toffoli, além de de Jesus (do TCU), seriam "sem-vergonha". Disse isso no mesmo dia em que o ministro Fachin divulgou nota, defendendo o STF. E também o próprio Toffolli, seu colega.
Saia justa. Fachin seria também "sem vergonha", ao defender Toffoli, ou Lula seria "um lingua de trapo", ao caluniar Vorcaro, Toffoli, "et caterva"?
Corre-se o risco dessas ideias, no caso, "corresponderem aos fatos", lembrando do verso de Cazuza.
Não escaparia ninguém. Inclusive quem colocou Toffoli no STF.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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