Ordem do Dia 19/11/25
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
A insistência de Lula em indicar o "Bessias", titular da AGU (Advocacia Geral da União), para um vaga no STF, traz implicações variadas. Inclusive para a sucessão em Minas Gerais. Como diria Jack, o estripador, vamos por partes.
Recentemente, "Bessias" iniciou um processo contra o sindicato do irmão do Lula, seriamente envolvido no escândalo dos descontos fraudulentos, no INSS. Até aí, tudo bem.
O problema seria que "Bessias" enrolou um ano para fazer isso, mesmo avisado das fraudes. Não se sabe se para poupar o governo, ajudar o irmão do Lula ou aliviar para o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, hoje preso.
O fato é que "Bessias" teria favorecido uma situação ilegal. "Rabo preso"? Essa condição não parece ser um bom cartão de visitas para ministro do STF. De cara, se apresenta comprometido e sob suspeita.
Com isso, o candidato do Senado ao STF, Rodrigo Pacheco, anunciou sua aposentadoria da política e o retorno à sua banca de advocacia. Recusa-se a ser o candidato de Lula a governador de Minas.
Em razão disso, Lula desagrada o Senado e seu presidente, Alcolumbre, perde um aliado em Minas e se associa a um candidato ao STF em dificuldades.
O que teria sido evidenciado pelo próprio Alcolumbre e demonstrado pelos senadores, na votação para a recondução de Gonet à Procuradoria federal.
A votação de Gonet foi apertada, o Senado não tinha candidato para o cargo - e ele não passava por nenhuma suspeita. O quadro não seria confortável para Bessias. Ou para Lula.
Em Minas, por sua vez, não há nada de bom à vista. Permanece um deserto. O Estado, que sob Zema (o "lamentável"...) teve a pior gestão financeira, política e administrativa de sua história, continuará "caranguejando": andando de lado.
A oposição, por sua vez, não disse a que veio. Um nome eventualmente lembrado seria o de Aecio Neves.
O homem certamente tem o que apresentar: fez um belo governo e outra bela "cagada" num telefonema infeliz. Qual teria maior peso político?
E os mineiros pernanecem sem qualquer liderança política de peso. Pensaram em Kalil? Fala sério... Estamos mal. Triste.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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