Ordem do Dia 13/01/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
A solução encontrada para "salvar as aparências", e preservar a reputação do TCU (Tribunal de Contas da União), deverá funcionar.
Vão fingir uma inspeção "meia boca", no Banco Central, e arquivar a iniciativa. O imbróglio envolvendo Banco Master e Banco Central, onde o TCU entrou de "gaiato no navio", tende a se resolver com danos limitados.
Mas deixa rastros, que levam diretamente a Jonathan de Jesus, um ministro do TCU que, apesar do nome, mostra-se pouco "cristão". Talvez se identifique mais com a tribo dos fariseus.
A grande imprensa noticiou uma "proeza" de Jonathan, ainda deputado, realizada juntamente com o pai, quando destinaram uma emenda para a construção de 300 casas. Uma foi construída e encontra-se desabitada, deteriorando. Não se sabe do paradeiro das outras 299 casas.
A prefeitura que recebeu a verba disse que gastou o recurso com "projeto". Papel, portanto (no mundo digital, nem isso).
Avalia-se um projeto em razão de seu propósito e tendo em vista seu resultado. No caso, se o tal "projeto" tinha como objetivo desviar recursos, lavar dinheiro e escamotear o sumiço de 299 habitações, teve total sucesso.
Os supostos sócios de Jonathan na missão de "salvar" o Banco Master, comprometendo o Banco Central, não seriam menos ilustres. Teríamos associados a esse esforço os ministros Toffoli e Xandão, do STF.
Os esquerdistas ignorantes, com claras dificuldades cognitivas, se apressaram em atacar Malu Gaspar, a jornalista que denunciou o esquema.
Quando se viram associados à "banda podre" do Centrão, et caterva, empenhados no mesmo esforço, ficaram em "palpos de aranha". Onde estariam agora esses "paladinos"? Defendendo o alto clero da malandragem? Nunca a expressão "farinha do mesmo saco" foi tão conveniente.
Esses personagens de triste figura estão comprometendo, e deslegitimando, instituições republicanas da mais alta importância. São traidores da democracia e da segurança jurídica.
Em outros tempos, antes de haver a democracia e o Estado de Direito, esse tipo de gente era executada. Em praça pública.
Mas os tempos são outros. Hoje, traidores desse tipo usam togas e ocupam as mais altas magistraturas da nação. Poisé...
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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