Ordem do Dia 12/11/25
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
A pesquisa "A cara da democracia" divulgou números novos sobre a aceitação de líderes políticos da direita e esquerda.
O que se destaca, e não foi explicado, seria o isolamento de Lula: foi o único líder de esquerda avaliado. Pelo visto, não há outro.
O mesmo para algum eventual líder do Centro Político: não haveria um único e escasso. Seriam espécies já extintas. Lembram-se da extinção do pássaro Dodô?
Espécie extinta que habitava a Ilha Maurício? Poisé. As lideranças do Centro seriam os Dodôs da política. E o Centro Político uma espécie de Ilha Maurício. Ou talvez um triste arquipélago brasileiro, habitado no passado.
Mais que a aceitação dos nomes avaliados, considerada pequena para todos (em torno dos 20%), a rejeição aparece forte.
Na faixa superior a 40% de rejeição, temos Lula e Tarcísio, governador de São Paulo. Com rejeição superior a 50%, temos Bolsonaro, Michelle e Donald Trump. Uma espécie de "assombração" na economia brasileira.
O campeão da rejeição seria Eduardo "bananinha", nosso "representante" em Washington: rejeição na faixa dos 60%. Vai mal.
Seria melhor para esse homem parar de fazer o que está fazendo e voltar a fritar hambúrgueres, sua declarada expertise. Parece menos desgastante.
Por outro lado, a razão de tanta rejeição a Eduardo - e motivo de uma certa recuperação da popularidade de Lula - as tarifas dos EUA, estaria em suspenso. Vão permanecer?
A tal química entre Trump e Lula, comemorada por ambos, só serviu, até agora, para uma fotografia. Não há qualquer resultado objetivo.
As recentes derrotas do partido de Trump (os republicanos perderam todas as disputas), em eleições nos EUA, foram atribuídas à maciça retirada do apoio do eleitorado latino. Que apoiou Trump em 2024.
Segundo analistas locais, o motivo não seria a perseguição a imigrantes. Mas a alta do custo de vida, principalmente alimentos. Resultado das tais tarifas impostas ao Brasil, entre outras.
Café, carne e frutas tropicais, por exemplo, experimentaram altas de até 40%. Um escândalo para os padrões norte-americanos.
Será que, diante das derrotas eleitorais, a ficha de Trump vai cair? Do lado de cá, Lula não alivia. Continua mantendo, em relação aos EUA, sua proverbial má-vontade. Praticando seu antiamericanismo pueril e falando as besteiras de sempre.
Não estaria "caduco": sempre foi assim. Não aprende. Enquanto isso, nova ameaça no horizonte: o maior comprador do tabaco brasileiro são os EUA.
No ano passado, compraram 245 milhões de dólares do produto (cerca de 1,3 bilhão de reais). A safra vem aí e não há compradores à vista.
Melhor chamar o Sidônio. Quem sabe uma campanha publicitária? Incentivando o consumidor brasileiro a voltar a fumar? Lula e Janja dariam o exemplo, exibindo baforadas "sexis"...
Com uma música ao fundo e o slogan: "fume tabaco nacional e seja o maioral". Que tal?
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
Qual é a sua reação?







