Impasse adia reajuste de comerciários de Poços há seis meses

Sindicomércio aponta que rejeição de propostas impede reajuste

16 Jul, 2026 - 09:30
Impasse adia reajuste de comerciários de Poços há seis meses
Sindicomércio aponta que propostas acima da inflação foram apresentadas, mas rejeição delas mantém categoria sem reajuste (foto: Magnific)

Poços de Caldas (MG) - As negociações para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2026 do comércio de Poços de Caldas completaram seis meses de impasse.

De acordo com o Sindicomércio (sindicato patronal), as propostas apresentadas pela entidade vêm sendo rejeitadas pelo Sindcomerciários (sindicato dos trabalhadores), adiando o pagamento de reajustes e a atualização de benefícios da categoria.

O Sindicomércio afirma que, desde janeiro, busca um acordo que equilibre a realidade das empresas com as demandas dos comerciários.

Segundo a representação patronal, a contraproposta do sindicato laboral mantém exigências que alcançam até 53,8% acima da inflação acumulada no período, inviabilizando o fechamento rápido do tratado.

Proposta de reajuste 
O pacote de reajuste proposto pelo sindicato patronal estipula percentuais acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da data-base.

A proposta oficial desenhada pelo Sindicomércio prevê os seguintes pontos: para o piso salarial, reajuste proposto de 6,79%, patamar que, segundo a entidade, é 74% superior ao índice inflacionário oficial; para os demais salários, reajuste de 3,90% imediato, com um complemento programado para atingir 4,68% a partir de agosto; e preservação integral de todos os direitos e benefícios já vigentes na Convenção Coletiva anterior.

Apesar do anúncio recente feito pelo sindicato laboral a respeito do início de um processo de mediação direta intermediado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Sindicomércio esclarece que o pedido desse procedimento também partiu de sua iniciativa para tentar destravar o diálogo.

O Sindicomércio alerta que a mediação do MTE funciona apenas como uma etapa do processo de conciliação.

Diante disso, o pagamento de quaisquer correções e novos benefícios permanece juridicamente travado para os trabalhadores até que ocorra a assinatura formal da Convenção Coletiva.

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