Em passagem por Poços, Nikki French celebra legado do Eurodance
Em entrevista à TV Plan, a cantora britânica relembra o sucesso de "Total Eclipse of the Heart"
Poços de Caldas (MG) - Referência global das pistas de dança, a cantora britânica Nikki French prepara seu retorno ao Brasil para o segundo semestre de 2026.
Em entrevista ao programa "Alta Definição", da TV Plan, conduzida pelo apresentador Rodrigo Costa, a "rainha do Eurodance", que esteve no dia 21 de março em Poços de Caldas para fazer um show, revelou detalhes sobre sua trajetória, sua relação com ícones do pop e as críticas que tece à atual configuração da indústria fonográfica.
Conexão Brasil
Com uma frequência impressionante, Nikki estima ter visitado o país entre 20 e 30 vezes desde 1996. Segundo a artista, o diferencial do público local é a fidelidade.
Enquanto em outros mercados sua imagem costuma ser atrelada a apenas um grande sucesso, os brasileiros abraçam todo o seu repertório.
"A gentileza do povo brasileiro é única. No Brasil, o entusiasmo nos shows é constante, não importa qual música eu esteja cantando", afirmou a artista, que aproveitou a visita para ampliar seu vocabulário em português com palavras como "água" e "pão de queijo".
O fenômeno "Total Eclipse of the Heart"
Um dos pontos centrais da conversa foi o impacto de sua versão dance para o clássico "Total Eclipse of the Heart".
Nikki confessou que a magnitude do sucesso mundial a surpreendeu e destacou um fenômeno geracional: muitos de seus fãs conhecem a canção por sua voz, e não pela gravação original de Bonnie Tyler.
Apesar da ligação musical, Nikki revelou que nunca conheceu Bonnie Tyler pessoalmente. Um encontro chegou a ser agendado no País de Gales, mas foi cancelado devido a um compromisso de última hora da veterana.
"Ainda sonho em agradecer e cantar com ela", pontuou. Curiosamente, embora o cover de Bonnie seja seu maior hit comercial, sua faixa favorita é "Did You Ever Really Love Me", canção que, segundo ela, gera euforia imediata nos palcos brasileiros.
Críticas à tecnologia e saudosismo
Com a experiência de quem viveu o auge das paradas de sucesso, Nikki não poupou críticas ao cenário atual. Para ela, os anos 90 representaram a última era da música pop genuinamente "agradável".
A cantora demonstrou ceticismo em relação ao uso excessivo de Inteligência Artificial e à efemeridade das carreiras contemporâneas.
Essa visão crítica se estende ao Eurovision Song Contest, festival onde representou o Reino Unido no ano 2000.
Embora guarde com carinho o figurino da época, ela lamenta o fim da orquestra ao vivo e a introdução de vocais pré-gravados.
"Torna a competição mais artificial", avaliou. Mesmo assim, Nikki garantiu que aceitaria um convite da BBC para retornar ao palco do festival "imediatamente".
Vida pessoal e planos futuros
Longe dos holofotes, a cantora revelou que sua maior paixão é o cão de resgate Stanley, vindo do Egito, de quem sente dificuldades em se separar durante as turnês. Sobre o futuro próximo, a agenda já está definida: em outubro de 2026, Nikki French percorrerá o Brasil com uma turnê de 15 apresentações.
O projeto, que celebra a nostalgia dos anos 90, contará com banda ao vivo e participações da italiana Talisa e da brasileira Gotsha.
Aos fãs que temem uma despedida, a cantora tranquiliza: continuará cantando enquanto seu trabalho trouxer felicidade.
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