Editorial 30/09/25
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
Mudanças no Jardim Botânico: um passo tardio, mas necessário
A Prefeitura finalmente anunciou mudanças na Fundação Jardim Botânico, uma notícia que, embora bem-vinda, chega com um pouco de atraso.
A decisão de transferir o controle da fundação para a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e promover uma intervenção administrativa, além de nomear uma nova equipe técnica formada por secretários e servidores, é um reconhecimento implícito de que o modelo anterior não estava funcionando.
Falava-se mais sobre o fato do órgão ser um cabide de emprego para acomodar aliados políticos do que propriamente sobre sua função original.
Antes mesmo da intervenção anunciada na sexta-feira, 26, especulou-se que até o ex-deputado Carlos Mosconi (PSDB) seria um dos pretendentes ao cargo. O que convenhamos, não faz muito sentido, dada a sua formação em saúde, e não meio ambiente.
Por conta de episódios como estes, durante muitos anos, o Jardim Botânico, um dos patrimônios ambientais mais valiosos da cidade, permaneceu à margem do seu potencial.
A falta de foco na pesquisa, conservação e educação ambiental era evidente, e as reclamações da comunidade científica e de defensores do meio ambiente se acumulavam.
A mudança, portanto, ainda que neste momento seja apenas de ordem administrativa, pode de fato fazer uma correção de rota há muito esperada.
É um alento ver que, mesmo tardiamente, a gestão municipal reconheceu a necessidade de promover as adequações administrativas necessárias para garantir a legalidade, moralidade e eficiência no comando da entidade.
"Antes tarde do que nunca" é a expressão que melhor resume este momento. Resta saber agora quais serão os próximos passos depois da intervenção.
Espera-se que a futura direção tenha foco técnico e científico, levando protagonismo a um espaço que tem o potencial de se tornar um centro de referência em conservação e pesquisa.
Com a intervenção, a Prefeitura evita que a Câmara Municipal se interesse em abrir mais uma CPI - seria a quarta do ano - e dá uma resposta ao Ministério Público de que não está inerte após a instauração de uma Notícia de Fato para apurar supostas irregularidades na instituição.
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