Editorial 28/11/25
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
Ninguém sabe quando termina a revitalização das calçadas do Centro
A prometida revitalização das calçadas do Centro de Poços de Caldas, um projeto com ênfase em padronização, paisagismo e acessibilidade, conforme o Parecer Jurídico nº 083/2022 sinaliza, está trilhando um caminho preocupante que anula seu propósito original.
O requerimento do vereador Marcos Sansão (PL), apresentado nesta semana na Câmara Municipal, traduz a indignação pública com o assunto: a colocação do piso de granito, que seria sinônimo de qualidade e durabilidade, está sendo desfeita e remendada com cimento comum.
A execução da obra é o calcanhar de Aquiles do projeto de revitalização. Até o momento, a Prefeitura não deu conta de terminar a obra, iniciada no já distante agosto de 2023.
E o que é pior: ninguém sabe ao certo quando esta obra irá finalmente terminar. Há sérias dúvidas sobre a existência de uma norma regulamentadora clara e, mais grave, por que o material de reparo não segue as especificações técnicas originais.
O uso de cimento no lugar de granito não é apenas uma questão estética; ele compromete a longevidade da obra e, crucialmente, a acessibilidade.
Desníveis e remendos improvisados criam obstáculos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, violando o princípio que o próprio Plano Diretor preconiza. Além da qualidade do material, a gestão do projeto é falha.
A reabertura de calçadas recém-revitalizadas, antes mesmo da conclusão, sugere uma grave ausência de planejamento integrado entre a Prefeitura e as concessionárias (água, energia, etc.).
O custo dessas reexecuções, seja por erro da empresa contratada, seja pela falta de coordenação, recai sobre o erário público e causa transtornos aos comerciantes e moradores, cada vez mais impacientes com a demora.
A sensação é só uma: a obra não termina. A Prefeitura tem o dever de prestar contas à população. É essencial que se apresente o cronograma detalhado, o valor total do contrato, o percentual de execução e, principalmente, as medidas corretivas para garantir que todos os reparos sigam o padrão original do granito escolhido para a obra.
O material, por sinal, está cada vez mais sujo e encardido. A escolha de um material altamente poroso e que suja fácil não parece ter sido a melhor escolha.
É hora de o Executivo garantir o término da intervenção, assegurando que o resultado final corresponda ao projeto de qualidade e inclusão prometido à população. Com um custo altíssimo, a obra não pode ser uma soma de remendos.
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