Editorial 25/11/25

Nov 25, 2025 - 10:30
Editorial 25/11/25

Paralisação de médicos exige que Prefeitura reaja de forma rápida

A iminente paralisação de atendimentos eletivos na Santa Casa de Misericórdia de Po-ços de Caldas, com início anunciado para quarta-feira, 26, e motivada pelo atraso reiterado no pagamento dos médicos, é mais um sintoma grave da crise na gestão da saúde municipal. 

Este não é o primeiro problema a acontecer durante a vigência do atual convênio entre a instituição e o município. 

A situação é uma reprise do que já havia acontecido com a Santa Casa de Salto de Pirapora, no ano passado, quando a mesma categoria sofreu com meses de salários em atraso. Agora, a insegurança volta a assombrar os profissionais. 

A atitude dos médicos em manter os atendimentos de urgência e emergência demonstra o compromisso ético da categoria, mas não minimiza o dano causado pela desvalorização da categoria e pelo prejuízo à saúde pública. 

O secretário-adjunto de Saúde, José Gabriel Pontes Baeta, confirmou em entrevista na Rádio Jovem Pan que o convênio emergencial com a Santa Casa não será renovado em janeiro de 2026, mas que há tratativas com a própria Santa Casa e o Hospital Santa Lúcia para migrar os serviços para um modelo não emergencial/ordinário. 

Ele também revelou que a Prefeitura pretende fazer a contratação de um consórcio médico público para substituir a Santa Casa. 

Baeta, inclusive, menciona que o convênio em caráter emergencial "não se justifica por mais de um ano" e que a rescisão contratual com os médicos tem que ocorrer, mas que eles seriam recontratados por outro instrumento jurídico-administrativo. 

Essa visão de transição, contudo, contrasta drasticamente com a realidade de crise imediata e a falta de pagamento atual. A população não pode ser refém de um precedente de crise que já levou ao rompimento de outro convênio em janeiro deste ano, desta vez, com a Santa Casa de Salto de Pirapora. 

A gestão municipal tem a obrigação de sanar imediatamente os débitos e garantir a estabilidade do serviço. 

Soluções futuras são vitais, mas a prioridade zero é resolver a crise de agora. Diante da repercussão negativa do anúncio de paralisação, não seria surpresa se ainda hoje a Prefeitura quitar os valores devidos para evitar que os médicos cruzem os braços na quarta-feira.

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