Editorial 25/09/25
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
Devo, não nego, pago quando puder
Em 17 de janeiro deste ano, a gestão que há poucos dias tinha acabado de assumir o comando da Prefeitura anunciou em entrevista coletiva a rescisão unilateral do convênio com a Santa Casa de Salto de Pirapora.
O anúncio aconteceu depois que a instituição paulista divulgou que funcionários contratados não estavam recebendo salários por conta de atrasos em repasses da Prefeitura, sinalizando, inclusive, que caso a situação persistisse, haveria risco de interrupção no atendimento à população.
Foi a senha para que a nova gestão rompesse o convênio e fizesse a contratação emergencial da Santa Casa de Poços de Caldas.
O serviço prestado pela Santa Casa de Salto de Pirapora, que até 2024 era muito elogiado e que funcionou até mesmo como plataforma de campanha eleitoral, ficou no passado.
Soube-se depois que médicos que prestavam serviço por meio do convênio denunciaram que não recebiam pagamentos desde setembro de 2024. Tudo devidamente blindado pela campanha eleitoral. Agora, a situação parece querer se repetir.
Desta vez, são médicos que atendem a rede municipal de saúde via contrato com a Santa Casa de Poços de Caldas que reclamam de falta de pagamento de salários.
A Santa Casa diz que o pagamento será realizado assim que a Prefeitura efetuar o repasse dos recursos. Sem o repasse, médicos vinculados ao convênio estão sem receber.
Já a Secretaria de Saúde argumenta que tomou todas as ações administrativas necessárias para a realização dos pagamentos nos próximos dias.
Como a Santa Casa de Poços de Caldas se resumiu a apenas confirmar o atraso no salário, sem sinalizar uma eventual interrupção em atendimentos, pelo menos por enquanto não há riscos de que o convênio, que foi renovado em julho por mais seis meses, possa ser rompido.
Até mesmo porque a Prefeitura acabou de fazer o primeiro aditivo ao convênio, aumentando o valor global para transferência de recursos em R$ 1.392.386,66.
O atraso em fazer o re-passe é mais um capítulo da situação financeira complicada do município, que já foi alertado em julho pelo Tribunal de Contas do Estado de que providências de adequação deverão ser tomadas, uma vez que os gastos ultrapassaram o limite de 95% das receitas.
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