Editorial 17/04/26
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
Segurança pública em Poços de Caldas exige ações práticas
A Moção de Apelo 20/2026, apresentada pelo vereador Aliff Jimenes (PL) e aprovada na terça-feira, 14, na Câmara, expõe uma crise na segurança pública local que não pode ser ignorada.
O documento oficializa uma realidade que comerciantes e moradores do centro e dos bairros relatam diariamente.
O aumento de furtos, roubos e depredações de patrimônio privado indica que o modelo atual de patrulhamento é insuficiente para as demandas da cidade.
Dados e relatos apresentados na moção mostram que estabelecimentos comerciais na área central sofrem ataques recorrentes.
Criminosos utilizam pedras para quebrar vitrines e invadir lojas, agindo com frequência no período noturno.
O impacto dessas ações ultrapassa o dano material imediato. Há registros de empreendedores que encerraram atividades por não suportarem os prejuízos financeiros e a constante exposição ao risco.
A economia local depende da circulação de pessoas, e o medo afasta consumidores, prejudicando a arrecadação e o emprego.
A crítica central da moção recai sobre a discrepância entre o discurso oficial e a prática.
Durante o Carnaval 2026, informações divulgadas sugeriam que a cidade mantinha padrões elevados de segurança.
No entanto, o cotidiano dos bairros e do Centro contradiz essa versão. Relatos indicam que, em certos horários da noite, apenas uma viatura da Polícia Militar realiza o patrulhamento na área central.
A escassez de efetivo e de veículos impede uma resposta rápida e ostensiva, deixando pontos vulneráveis à mercê de criminosos.
A responsabilidade pelo problema é compartilhada. Conforme o artigo 144 da Constituição Federal, a segurança pública é dever do Estado, mas a Lei 13.675/2018 prevê a atuação integrada entre os entes federativos.
Cabe ao Governo de Minas Gerais o envio de mais policiais e viaturas para o município.
Paralelamente, a Prefeitura tem o dever de utilizar a Guarda Municipal de forma estratégica, protegendo o patrimônio público e colaborando na vigilância das vias urbanas.
A situação é grave na Zona Leste e em bairros afastados, como o Marco Divisório.
Moradores dessas regiões relatam abandono e baixa cobertura policial. O distanciamento geográfico dessas áreas facilita a ocorrência de crimes sem que haja interrupção por parte das autoridades.
O Legislativo cumpre seu papel ao formalizar essas queixas, mas a solução depende de providências imediatas do Executivo municipal e estadual.
É necessário que o policiamento deixe de ser pontual e passe a ser constante.
Sem um investimento real em segurança preventiva e repressiva, Poços de Caldas corre o risco de ver seu comércio definhar e sua população refém da criminalidade.
Qual é a sua reação?



