Editorial 12/11/25
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
A conta do Centro Administrativo não fecha
O Centro Administrativo foi apresentado à população de Poços de Caldas como um símbolo de eficiência e economia, com a promessa de gerar R$ 2 milhões por ano em redução de despesas com aluguel, dinheiro que seria revertido em investimentos para a cidade.
Uma grande jogada de marketing político, mas que não se sustenta na realidade dos números oficiais. Requerimento respondido pela Prefeitura revelou que a economia real anual atingiu apenas R$ 483.610,20, menos de 25% do valor propalado.
Para a vereadora Meiriele Maximino (União), que criticou ontem a situação em sessão na Câmara, o mais grave é o investimento de mais de R$ 40 milhões na construção da obra.
Segundo ela, em uma conta simples, seriam necessários mais de 80 anos para que o gasto com a construção fosse coberto pela economia anual prometida.
Para completar, a mudança não eliminou o problema: o município continuará gastando R$ 2.862.068,00 por ano em aluguéis de outros imóveis.
O que foi apresentado como grande conquista de gestão revela-se um gasto milionário de retorno duvidoso.
Há ainda outras questões importantes a se considerar, como a localização do Centro Administrativo. O Terminal Rodoviário, por exemplo, desde que foi inaugurado na gestão do ex-prefeito Sebastião Navarro (1989-1992), foi alvo de críticas por conta de sua localização.
Ela não atende bem nem quem se dirige a outras cidades de Minas nem quem vai para o Estado de São Paulo, já que fica em um ponto considerado fora de mão.
Em campanhas eleitorais, já se sugeriu até mesmo a transferência do local para as proximidades do trevo da Represa Saturnino de Brito, na Zona Sul.
Se para viagens de ônibus é inadequado, para o deslocamento do cidadão que ainda precisar resolver questões burocráticas de forma presencial, também é ruim, pois resulta em mais gastos com passagens de ônibus.
Por fim, há as reclamações recorrentes sobre problemas estruturais. Vale ressaltar que o local é alvo de uma CPI na Câmara, que precisa trazer mais luz sobre esse assunto.
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