Editorial 11/02/26

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Fev 11, 2026 - 11:25
Fev 11, 2026 - 11:26
Editorial 11/02/26

O impacto da redução de horas extras no atendimento da Policlínica

A Secretaria Municipal de Saúde apresentou dados sobre a utilização de horas extraordinárias entre julho e outubro de 2025 na Policlínica, em resposta a requerimento do vereador Tiagro Mafra (PT).

O relatório indica que o uso desses recursos ocorre para suprir a ausência de profissionais em número suficiente e manter atendimentos considerados essenciais.

Os registros mostram variações nos pagamentos e na jornada adicional dos servidores. Uma auxiliar de serviços gerais realizou 18 horas extras em julho, com custo de R$ 403,86.

Em agosto, sua jornada excedente subiu para 52 horas, totalizando R$ 1.166,71. No setor de enfermagem, uma servidora acumulou 41 horas e 28 minutos em agosto, o que resultou em um pagamento de R$ 3.566,01. Já em outubro, essa servidora registrou 3 horas e 22 minutos, com valor de R$ 300,75.

A administração justifica que a redução dessas horas impacta diretamente o funcionamento da unidade.

No setor de serviços gerais, a diminuição da carga suplementar suspende limpezas após às 17h e aos finais de semana, o que afeta a higienização de áreas críticas e da farmácia. 

Para os auxiliares de atendimento, a falta de horas extras inviabiliza consultas e exames aos sábados. No laboratório, que processa cerca de 1.500 testes diários, a ausência de pessoal em regime extraordinário exige a imposição de agendamentos para limitar a demanda.

O controle financeiro é realizado por um comitê que analisa as solicitações mensais da coordenação da Policlínica.

Segundo o secretário adjunto de Saúde, José Gabriel Pontes Baeta, as reuniões avaliam a necessidade dos setores e a disponibilidade dos servidores antes da autorização dos pagamentos. 

A vigilância do prédio também depende desse regime, pois há apenas um vigia por turno de 12 por 36 horas.

Sem o pagamento de horas adicionais, equipamentos e a rede de frios ficam sem monitoramento em dias alternados.

Os números de outubro revelam uma continuidade da dependência desse modelo. Uma auxiliar de atendimento registrou 56 horas e 53 minutos no mês, com custo de R$ 1.488,32.

Uma técnica de laboratório teve 56 horas e 24 minutos autorizados, somando R$ 3.433,10. Assim, a manutenção de atendimento na rede municipal, sob a atual estrutura de pessoal, que está aquém do necessário, permanece vinculada à execução constante de jornadas além do horário regular.

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