Editorial 09/07/25
Confira a opinião de hoje do Jornal da Cidade
Vereadores mostram que não estão para brincadeira
O Poder Legislativo de Poços de Caldas tem intensificado a fiscalização sobre os atos do Executivo, demonstrando uma postura mais atuante em defesa dos interesses públicos, como poucas vezes se viu nos últimos anos.
As recentes movimentações dos vereadores sinalizam um claro endurecimento do cerco, buscando maior transparência e probidade na administração municipal. Na prática, os vereadores desta legislatura estão mostrando a que vieram.
As denúncias apresentadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o convênio com a Santa Casa de Salto de Pirapora, a ação popular do vereador Tiago Braz (Rede) pedindo a exoneração do diretor do DME Participações, Sérgio Azevedo (PSDB) - com o Ministério Público já se manifestando favoravelmente à saída -, e as preocupações com férias indenizadas, escalada da dívida fundada do município e assédio moral contra servidores somam-se a uma série de questionamentos.
O preocupante rombo de R$ 33 milhões na Secretaria de Saúde na gestão passada, confirmado pelo próprio controlador Vinícius Gadbem, e o pedido de reforma administrativa feito pela vereadora Meiriele Maximino reforçam a urgência de uma gestão mais responsável.
Ontem, os vereadores deram mais duas mostras de que não estão para brincadeira. Quatro deles (Meiriele Maximino, Tiago Braz, Tiago Mafra e Flávio Togni de Lima e Silva) denunciaram um escândalo nas Águas Minerais Poços de Caldas: uma empresa foi contratada sem licitação, com alegação de emergência, para trocar a tubulação de PVC por inox.
O valor ultrapassa R$ 200 mil, o pagamento foi feito mas, até hoje, nenhum serviço foi executado. Desde 2023, a obra está parada. Um absurdo.
Ainda ontem, os vereadores aprovaram o regime de urgência para a apreciação do projeto de lei nº 80/2025, que dispõe sobre o conflito de interesses na administração pública municipal.
A proposta, de autoria da vereadora Meiriele e alinhada com a legislação federal, visa coibir favorecimentos indevidos e fortalecer a integridade da gestão.
É fundamental que o Executivo receba essas cobranças como um impulso para aprimorar suas práticas.
Uma gestão que se diz técnica não pode continuar a gerir a cidade de forma amadora e sem controle, como se fosse uma empresa de fundo de quintal, ao bel-prazer do seu dono.
Não por coincidência, o vereador Tiago Mafra (PT) tem destacado a necessidade de modernização dos processos licitatórios.
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