Um tetraedro como observatório da sociedade e da natureza humana

19 Set, 2025 - 16:51
Um tetraedro como observatório da  sociedade e da natureza humana
Capa de “As Quatro Faces do Tetraedro”

Recebi em mãos o livro "As Quatro Faces do Tetraedro", lançado em 2017 pelo professor, consultor e escritor Paulo Augusto de Podestá Botelho, que colabora com crônicas para o Jornal da Cidade e vários outros veículos de imprensa. 

Mesmo com apenas 75 páginas, o livro é uma preciosidade. Com rara sensibilidade, Paulo Botelho se mostra um observador da sociedade e da natureza humana. 

Esse dom inato permitiu a elaboração de crônicas e artigos distribuídos em quatro segmentos, como as faces do tetraedro. 

A partir do título, o autor convida o leitor a enxergar o processo criativo sob uma perspectiva ampla, comparando-o a um tetraedro, um sólido geométrico de quatro faces. 

O autor traz para os textos uma abordagem interdisciplinar, explorando como a imaginação e a inovação se manifestam em campos tão diversos como os negócios, a educação e a política. 

O texto foge do senso comum e oferece uma reflexão sobre como a criatividade pode ser usada como uma ferramenta para a resolução de problemas e a busca por novas ideias. 

Os temas, alguns poéticos, outros complexos, abordam desde estórias de Hildebrando, alter ego do autor, à exploração empresarial e suas consequências ambientais, ou essência do planejamento, passando por memórias de personagens como Alcides, um verdadeiro ecologista quando este conceito ainda não fazia parte de nosso vocabulário.

As faces
Como já foi dito, Paulo Botelho dividiu o livro em quatro faces, como se fosse um tetraedro. Impressiona como o autor consegue tornar fácil e interessante até mesmo temas que possuem um caráter mais técnico e corporativo. 

O texto é conciso, objetivo e flui com extrema desenvoltura, sem precisar recorrer a malabarismos literários. A Face 1 - A Compreensão Pelas Palavras foi a minha parte preferida no livro. 

Com 10 crônicas nesta parte, Paulo Botelho cita com enorme competência pensamentos e obras de grandes autores da humanidade, não para demonstrar uma falsa erudição, mas para emoldurar o contexto das estórias que está contando. 

É admirável como Paulo Botelho consegue extrair de situações ocorridas em suas ex-periências de trabalho narrativas que se tornam deliciosas de ler e imaginar. Mesmo abordando temas que podem parecer espinhosos, Paulo Botelhos nos brinda com uma leitura prazerosa. A cada texto lido, fica a sensação de quero mais. 

"O escritor é um observador da sociedade e da natureza humana. E a literatura ajuda-o a obter energia para produzir algum conhecimento", escreveu na crônica "Acender Fósforo na Escuridão", da Face 4 - As Dimensões da Escuridão. 

"As Quatro Faces do Tetraedro" é um livro que todos precisam conhecer. Pedidos podem ser feitos pelo e-mail papbotelho5@gmail.com

* João Gabriel é diretor do Jornal da Cidade 

 

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