Ordem do Dia 26/09/25
Na coluna Ordem do Dia, o historiador, advogado e cientista político Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
A suposta "química" observada entre Trump e Lula (assumida por ambos) não teria sido fruto de atração aleatória. Segundo, pelo menos, duas diferentes versões, foi planejada. Logo, essa história de "um gambá cheira o outro" seria apenas em parte procedente.
O encontro de ambos na solenidade de abertura da ONU, ainda que por poucos minutos, teria sido resultado de um bem-sucedido planejamento.
E engendrado uma reunião num futuro próximo. Há quem cante: "chora bananinha, bananinha chora...".
A primeira versão, rigorosamente comercial, tem como protagonistas empresários norte-americanos e brasileiros.
Do nosso lado, citam os irmãos Batista, da JBS, aquele pessoal associado à roubalheira petista desenfreada, que também gravou e destruiu Aécio Neves, e tentou derrubar o governo Temer.
O tema seria a exploração do níquel e das terras raras brasileiras. Cujo maior depósito mineral conhecido encontra-se, justamente, em Poços de Caldas, Minas Gerais.
A segunda versão, mais republicana, atribui a articulação a um esforço diplomático de ambos os países. Do nosso lado, capitaneado pelo dublê de vice-presidente e ministro, Geraldo Alkimim, juntamente com nosso operoso chanceler, Mauro Vieira.
As partes aqui citadas, também nas redes e na grande imprensa, não negam nem confirmam as versões. Sejam elas daqui ou dos EUA.
De todo modo, ambos os presidentes têm muito em comum. Se dizem admiradores do multi-criminoso Putin, trataram mal Zelenski e a Ucrânia, de diferentes maneiras, ostentam vistosas condenações na Justiça e possuem uma auto-estima sideral, cujos egos somente o universo infinito contém.
E no caso das relações de ambos com os palestinos e com Netanyahu, fazem lembrar o cancioneiro popular: "as aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam...".
Haveria outro ponto de contato: quanto ao Tribunal Penal Internacional, Trump não o reconhece, enquanto Lula alegou desconhecer sua existência (apesar do Brasil ter assinado um tratado internacional de adesão ao TPI).
O que nos leva a outro ponto em comum: ambos mentem o tempo todo, do alto de sua ignorância também correspondente.
Pelo visto, a "química" tem tudo para tornar-se amor. Ainda que sem sexo. Ao bananinha resta um consolo: o choro é livre. Infelizmente, a frivolidade das relações humanas é uma constante.
Resta seguir o cancioneiro popular: "o Tio Sam quer conhecer nossa batucada... Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai seus terreiros, que nós queremos sambar...".
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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