Ordem do Dia 18/11/25
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
A fala do chanceler alemão, Friedrich Merz, menosprezando a COP 30, especialmente a cidade de Belém e o Brasil, em geral, pegou mal.
Alem disso, sua promessa de participar do fundo de preservação das florestas ficou, até agora, só na conversa fiada. Esse politico alemão parece político brasileiro. Houve reações de todo tipo, à fala insensata de Merz.
Enquanto o ministro do meio-ambiente da Alemanha punha "panos quentes", o prefeito de Belém e o governador do Pará detonaram o chanceler. Só faltaram declamar aquela quadrinha infantil: "alemão batata, come queijo com barata...", etc.
De fato, ao comparar o desenvolvimento alemão às nossas deficiências, o homem foi no mínimo grosseiro. Coisa de gente besta.
Nesse caso, deveria fazer um preâmbulo: apesar dos brasileiros serem semi-selvagens e pouco desenvolvidos (o que, de fato, somos), nunca declaramos guerra a ninguém.
Tampouco, jamais realizamos políticas raciais segregacionistas, não exterminamos, sistematicamente, comunistas, socialistas, democratas, deficientes mentais, ciganos, homossexuais ou judeus.
Nos resumimos a nos matar, uns aos outros, através de dezenas de milhares de assassinatos, anuais. Inclusive, praticamos diversos feminicídios diários, além de eventuais chacinas.
Mas fazemos isso somente em território nacional. Nossa selvageria é doméstica. Não exportamos nossa "selvageria" a outros povos ou territórios. De todo modo, essa COP amazônica foi "meia boca".
Esvaziada, polêmica, cara e cheia de manifestações controversas. Até o ex-ministro Aldo Rabelo foi às redes sociais e detonou a COP 30. Para valer. O homem não poupou críticas. Muitas procedentes, pelo visto.
Poderia ser realizada em outro lugar, essa tal COP. Sobram cidades e regiões com problemas ambientais, no Brasil. Mas acharam conveniente que fosse na Amazônia, ainda que não houvesse estrutura para tanto.
Passaram vexame. Serviço de "Mané fogueteiro". Típico do Lula. Parece, novamente, coisa de gente besta.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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