Ordem do Dia 16/01/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Especulações, suspeitas e rumores a mil. Lula não teria ido à assinatura do acordo Mercosul com a União Europeia, a ser firmado no Paraguai, por um conjunto de razões já divulgadas. Entretanto, uma delas permaneceria oculta e atende pelo nome de Banco Master.
Lula teria preferido ficar em Brasília, realizar uma reunião com os principais atores do imbróglio, e continuar monitorando o problema. Em jogo, a reeleição do atual presidente.
A desculpa para a reunião, com Banco Central, COAF, Receita Federal, Ministério da Fazenda, Xandão, etc, (até o Sidônio compareceu), seria "para tratar do crime organizado". De fato.
Entretanto, estamos falando do crime organizado em funcionamento no próprio governo, que teria como pivô o escândalo Master, atingindo, principalmente, Legislativo e Judiciário. Todavia, ao fim e ao cabo, não sobraria ninguém.
Com um detalhe: pasmem, mas nesse arranjo criminoso não haveria as digitais do Lula. O homem agiria para controlar os danos.
Suspeita-se que Vorcaro, através do Master, além das falcatruas já descobertas, teria agido para lavar dinheiro do crime organizado.
Inclusive, o crime organizado federal: emendas secretas, fraude do INSS e valores decorrentes da venda de sentenças.
O envolvimento de Xandão (contrato da esposa de 130 milhões, para atender o Master) e Toffoli (negócios milionários e suspeitos de sua família, através do Banco Master), seriam fatos comprovados.
Seria a "sentença" de morte do atual arranjo governamental, abalando seriamente oa fundamentos da República brasileira. Será?
Os movimentos alucinados de Toffoli, nos últimos dias, tentando obstruir a perícia das provas obtidas pela Polícia Federal, e o inquérito aberto por Xandão, para perseguir e intimidar COAF e Receita Federal, comprovariam as piores suspeitas.
Registre-se que as ações de Toffoli e Xandão, no âmbito do STF, seriam não apenas inusitadas - mas claramente contra a praxe processual e contra as disposições legais correntes. Um espanto.
As ações do ministro de Jesus, do TCU, não menos teratológicas, o colocam como preposto do Centrão (leia-se "emendas parlamentares", em geral).
Agiu também em benefício do Master e protegendo parlamentares eventualmente envolvidos. A lambança teria sido contida no âmbito do próprio órgão. O que indica que o TCU não teria sido contaminado. Pelo menos um.
As cenas do próximo capítulo estariam embaçadas e imprevisíveis. Mas não seriam alvissareiras. O contexto indica que muitos estariam "no pau da goiabeira". Ou na "tábua da beirada". Um passo em falso e virá o abismo. Saravá!
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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