Floramar alerta para o risco de colapso no sistema em Poços

Concessionária aponta que 36% dos passageiros de ônibus não pagam passagem

Jan 21, 2026 - 15:17
Floramar alerta para o risco de colapso no sistema em Poços
Floramar revela que um terço dos usuários possui gratuidade sem fonte de custeio, elevando o preço da tarifa para quem paga

Poços de Caldas (MG) - O sistema de transporte coletivo de Poços de Caldas caminha para um "ponto de irreversibilidade". 

O alerta foi formalizado pela Auto Omnibus Floramar através do Ofício GER 77/2025, protocolado na Câmara Municipal, onde a concessionária aponta uma crise estrutural que ameaça a continuidade do serviço essencial na cidade.

O Peso das gratuidades 
Segundo o documento, atualmente 36% dos passageiros do sistema utilizam o transporte de forma gratuita. 

Como não existe um subsídio municipal para cobrir esses custos, o valor é transferido integralmente para a tarifa paga pelo trabalhador. 

A empresa argumenta que essa distorção torna a passagem mais cara e empurra o usuário para o transporte ilegal.

Falta de prioridade e concorrência clandestina 
A Floramar também critica a falta de infraestrutura viária, destacando que a ausência de corredores exclusivos e de semáforos inteligentes torna o ônibus um modal lento e pouco competitivo. 

Somado a isso, o avanço do transporte clandestino e de aplicativos não regulamentados é classificado pela empresa como uma "concorrência ruinosa". 

A concessionária destaca que, ao contrário do transporte regular, os clandestinos não transportam gratuidades, não atendem horários ociosos ou linhas sociais e não cumprem legislações trabalhistas ou pagam impostos municipais.

Medidas urgentes 
Para evitar o colapso total, a empresa solicita ao município a aplicação imediata da Lei Orgânica Municipal e da Lei Federal nº 12.587/12, para um subsídio permanente, visando a implementação de suporte financeiro público para garantir a sustentabilidade do sistema. 

Também pede a criação de uma fonte de recursos específica para que o passageiro pagante não arque sozinho com o custo das isenções. 

A empresa pede ainda a instalação de faixas exclusivas e fiscalização rigorosa contra o transporte ilegal e estruturação de uma política de comunicação para incentivar o uso do transporte coletivo. 

A conclusão do ofício assinado pela pelo gerente geral Nelson Queiroz reforça que, sem medidas imediatas, a omissão do poder público resultará em graves impactos sociais e econômicos para a população.

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