Editorial 02/09/25

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Set 2, 2025 - 17:58
Editorial 02/09/25

Monotrilho: uma novela que parece não ter fim

A resposta da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas ao requerimento nº 2440/2025, do vereador Tiago Mafra (PT), é mais um capítulo de uma novela que parece não ter fim: o destino do Monotrilho de Poços de Caldas. 

A administração municipal, embora reconheça a importância de intervenções na estrutura, parece estar navegando por um processo burocrático e técnico que ainda não se traduziu em um plano de ação concreto. 

O ponto central da resposta é a dependência de "estudos técnicos complementares". A Prefeitura menciona que um laudo de 2024 não apontou "risco iminente", mas reconheceu a necessidade de reparos em vigas e a substituição de aparelhos de apoio. 

No entanto, essas ações cruciais dependem de um estudo adicional que irá definir o escopo das intervenções e a viabilidade de uma possível concessão. 

Essa indefinição prolonga a espera por uma solução definitiva, deixando o futuro do equipamento em aberto. 

A execução das contenções de taludes, iniciada em 2018, é a única intervenção em andamento citada, e a garantia de sua conclusão até 2026 é um ponto positivo, indicando um avanço em uma questão de segurança mais ampla para a avenida. 

Contudo, a ausência de um cronograma físico-financeiro detalhado para a recuperação do Monotrilho é preocupante. 

A Prefeitura afirma que tal cronograma só será possível após a conclusão dos estudos técnicos. Isso sugere que, embora haja a intenção de agir, os recursos e o cronograma para tal ação ainda não foram alocados, o que é confirmado pela falta de dotação orçamentária específica ou emendas parlamentares diretas para as intervenções. 

É fundamental que a Prefeitura, após a conclusão desses estudos, acelere o processo de tomada de decisão. 

A população e a Câmara precisam de clareza sobre o futuro do Monotrilho, seja ele a sua recuperação e utilização, ou a definição de um novo propósito para a estrutura. 

O monitoramento visual periódico, embora importante, não substitui um plano de manutenção preditiva e uma alocação de recursos que garanta a segurança e o uso eficiente do patrimônio público. 

A transparência na divulgação dos resultados dos estudos e a realização de uma consulta pública serão cruciais para que a população participe ativamente da definição do destino final do equipamento.

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