Copam aprova licenciamento para exploração em Poços e Caldas
Projetos foram aprovados após reunião que durou mais de sete horas
Poços de Caldas (MG) - Em uma decisão após mais de sete horas de debate, a Comissão de Atividades Minerárias (CMI) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais aprovou na sexta-feira, 19, a viabilidade ambiental para a exploração de terras raras no Planalto Vulcânico de Poços de Caldas.
O parecer favorável contempla os projetos Colossus, da empresa australiana Viridis, e Caldeira, da também australiana Meteoric.
A aprovação concede a Licença Prévia (LP), que atesta a viabilidade ambiental das propostas nas cidades de Poços de Caldas e Caldas.
A votação foi unânime em ambos os casos, superando dois adiamentos anteriores motivados por recomendações do Ministério Público Federal e pressões de entidades e ambientalistas.
Unicórnio
O Planalto de Poços de Caldas é considerado um "unicórnio" no setor mineral devido à alta concentração de terras raras em argilas iônicas, o que facilita a extração em comparação a outras jazidas mundiais.
Estima-se que a reserva local possa atender a um quinto da demanda mundial por esses minerais, que são essenciais para tecnologias de transição energética, como baterias de carros elétricos e turbinas eólicas.
Apesar da aprovação, o encontro foi marcado por manifestações de pesquisadores, moradores e políticos locais que pediam cautela e novos estudos sobre os impactos socioambientais.
Em contrapartida, representantes das mineradoras e prefeituras defenderam o rigor dos estudos apresentados e o potencial de desenvolvimento econômico para o Sul de Minas.
Com a licença prévia, as empresas agora partem para as etapas de licenciamento de instalação e operação. Ambos os empreendimentos possuem nível 6, o grau máximo de potencial impacto ambiental.
Qual é a sua reação?


