Cedro mira liderança em minério verde com investimentos de R$ 3,5 bi em Minas Gerais 

Abr 30, 2026 - 10:00
Abr 30, 2026 - 11:48
Cedro mira liderança em minério verde com investimentos de R$ 3,5 bi em Minas Gerais 
Companhia aposta no pellet feed, ‘minério verde’, que ajuda na descarbonização de siderúrgicas da Asia e do Oriente Médio

A Cedro Mineração planeja alcançar mais de 20 milhões de toneladas de produção anual de minério de ferro nos próximos cinco anos.  

O plano de expansão inclui investimentos de R$ 3,5 bilhões em suas operações em Mariana (MG), afirmou Lucas Kallas, presidente da Cedro Participações em entrevista à CNN.

A estratégia da companhia, que também atua nos segmentos de agro e infraestrutura, envolve o aumento gradual da capacidade produtiva, a entrada no mercado de minério de ferro de baixo carbono, com pellet feed, produto que tem ganhado mercado mundo a fora, especialmente em países asiáticos e do Oriente Médio, além de investimentos em infraestrutura logística, incluindo um terminal próprio no porto de Itaguaí (RJ) outra aposta da empresa para escoar exportar o minério.

Atualmente produzindo cerca de 3 milhões de toneladas por ano em Mariana, a Cedro já iniciou as obras de ampliação que devem elevar a produção para 6 milhões de toneladas em uma primeira etapa, disse Kallas.  

O plano, no entanto, é mais audacioso: atingir entre 10 e 11 milhões de toneladas nos próximos três anos.

Pellet feed, o minério que reduz emissões
Kallas conta que esse crescimento está diretamente ligado à entrada da companhia no segmento de pellet feed, que permite reduzir até 50% as emissões das siderúrgicas, que estão são cobradas por descarbonização de suas operações.

Essa demanda por minério de baixo carbono coloca o pellet feed bem posicionado na demanda global por insumos mais sustentáveis na produção de aço.
O executivo destaca que o foco em minério de ferro e sustentabilidade é central na estratégia da companhia.

“Estamos muito focados no minério de ferro e acreditamos na mineração sustentável, com o pellet feed, que emite 50% a menos de carbono”, disse.

Para Kallas, a tendência global de descarbonização deve valorizar esse tipo de produto.

“Acho que vai ter um prêmio para o minério verde no futuro. O mundo não tem como não seguir essa questão de descarbonização”, acrescentou.

Meta de 20 milhões de toneladas
Além da expansão em Mariana, a empresa adquiriu ativos em Itabirito (MG) e Ouro Preto (MG), que ainda estão em fase de licenciamento.

Com esses projetos, a expectativa é ultrapassar 20 milhões de toneladas anuais a partir de 2032. Esse volume de produção colocaria a Cedro entre as três maiores mineradoras do país.

No campo logístico, Kallas diz que a Cedro também avança para reduzir custos e aumentar a autonomia nas exportações. A empresa venceu um leilão para operar no porto de Itaguaí e aguarda a licença final.

“Investimos por volta de R$ 3,5 milhões no porto. Vamos poder exportar diretamente nosso próprio minério e estamos em fase final de licenciamento, com licença que deve ser emitida daqui a 90 dias”, disse.

Ações ambientais e sociais
Kallas também ressaltou iniciativas ambientais e sociais da companhia ao longo dos últimos anos.

“A Cedro foi a primeira empresa a descaracterizar barragem de rejeito a montante entre 2019 e 2020”, afirma.

Segundo ele, a empresa tem mantido uma agenda consistente também no campo social.

Entre os projetos, citou a operação de uma creche privada em Nova Lima (MG). “Mantemos a maior creche privada do estado em Nova Lima, com quase mil crianças”, destaca.

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