Câmara aprova Gás do Povo com votos contrários de três deputados mineiros

Nova medida provisória substitui auxílio em dinheiro pela entrega direta de botijões

Fev 3, 2026 - 16:53
Câmara aprova Gás do Povo com votos contrários de três deputados mineiros
Deputados mineiros votaram contra a proposta do Gás do Povo

Brasília -  A Câmara dos Deputados aprovou, na segunda-feira, 2, o texto-base da medida provisória que cria o programa Gás do Povo.

A iniciativa, que representa uma mudança significativa no modelo de assistência, substitui o antigo repasse financeiro do Auxílio-Gás pela retirada direta do botijão em revendedores credenciados.

Embora aprovada com ampla margem (415 votos a favor), a medida enfrentou a resistência de 29 parlamentares, incluindo três representantes de Minas Gerais.

Os deputados mineiros que votaram contra a proposta são Eros Biondini (PL), Junio Amaral (PL) e Nikolas Ferreira (PL).

Já o deputado Lincoln Portela (PL) optou pela abstenção, enquanto os demais integrantes da bancada mineira de diversos partidos (como PT, PSD, União, MDB e o próprio PL) deram parecer favorável à matéria.

Mudança no modelo de benefício
Considerada uma das principais apostas sociais da gestão Luiz Inácio Lula da Silva, a nova plataforma visa garantir que o recurso seja utilizado exclusivamente para a compra do combustível doméstico.

Até o fim de 2025, os beneficiários recebiam o valor em conta. Agora, as famílias cadastradas no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo poderão retirar o produto diretamente nos postos de venda, que serão reembolsados pelo governo em até sete dias.

O texto aprovado também prevê a inclusão de cozinhas solidárias e comunitárias no programa, além do incentivo ao uso de biodigestores em áreas rurais de difícil acesso.

Segundo o relator da MP, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), a medida busca universalizar o acesso à energia limpa para cocção.

Cenário nacional
Além dos três mineiros, parlamentares de estados como Santa Catarina (6 votos contra) e Rio Grande do Sul (4 votos contra) também se opuseram ao projeto.

O Estado de São Paulo registrou o maior número de rejeições, com sete votos contrários. Apesar das discordâncias pontuais, o governo celebrou a vitória na primeira sessão deliberativa do ano, consolidando o programa que prioriza, sobretudo, beneficiários do Bolsa Família.

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