Ordem do Dia 10/11/25
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Na semana passada, esta coluna abordou questões relativas ao comportamento criminoso e às teses ideológicas correntes, sobre essa questão.
Assunto motivado pela megaoperação policial no Rio, que mereceu aplausos formais do governo Trump.
O tema estaria, rigorosamente, na Ordem do Dia.
Vez que tanto direita quanto esquerda apostam nessa temática, como central nas eleições do ano que quem.
Prova disso não seria apenas a instalação de uma CPI, no Senado, com essa finalidade. Mas há também a proposição de diversos projetos de lei, nas duas casas legislativas, que pretendem equacionar os dilemas da Segurança Pública, institucionalmente.
Mas antes de se chegar a qualquer solução, para qualquer tipo de problema, há que se ponderar suas especificidades, para lograr sua compreensão. O mais recente artigo de Fernando Gabeira, sobre esse tema, vai nessa direção.
Porém, a estupidez, com recorrente frequência, "coloca o carro à frente dos bois". Nesse caso, tomando uma parte do problema pelo todo. De modo a reduzir sua compreensão. Seria ignorância ou má fé? Ou ambos?
É o caso do apedeuta presidencial: analistas de diferentes órgãos de imprensa, escrita ou televisiva, chegaram a uma rara concordância.
Lula, uma vez mais, falou besteira e trabalhou contra o próprio patrimônio, ao classificar a polêmica mega operação policial no Rio de "matança". Reduziu ao resultado negativo um todo complexo, contra a estratégia do proprio governo.
Nesse quesito, faz bela dupla com Eduardo "bananinha". Outro estrategista infeliz. Ambos atiram no próprio pé e nos respectivos aliados.
Nos dizeres populares imemoriais: pode-se "cangá-los" no mesmo carro, pois seriam equivalentes no trote. Essa seria uma valiosa atribuição funcional dada às cavalgaduras. Com todo o respeito aos quadrúpedes, em geral.
Em "off", aliados do presidente lamentam o deslize. Quando, majoritariamente, a opinião pública aprova a ação policial e quase 90% dos moradores, das comunidades diretamente envolvidas, segundo pesquisas, estariam de acordo, há que se pensar.
Classificar o fenômeno de "matança" apenas dificulta o equacionamento do problema. Que é muito maior. Só não vê quem não quer. Ou, simplesmente, não entende nada do que está falando.
Estaria na hora da renovação. Lula, o petismo, assim como o estilo Bolsonaro, representam um passado, e um presente, turbulentos. Também ultrapassados. Irmanados no destino comum a ambos: a prisão.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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