Pegadas na cena do crime apontam que filho de Kajany matou o pai

Kajany Gabriel está preso no Presídio de Poços de Caldas

A Polícia Civil anunciou ontem à tarde que resolveu o caso da morte do professor aposentado Kajany César Moreira dos Santos, 59, ocorrida no sábado, 2, em Poços de Caldas. Segundo o delegado Cleyson Brene, o autor do crime foi é o filho da vítima, Kajany Gabriel de Paula dos Santos, 27.

Após investigações, os policiais concluíram que o filho de Kajany matou o pai após descobrirem pegadas no sangue que ficou espalhado pelo chão. Em uma comparação com o acusado, ficou constatado que ele esteve na cena do crime. De posse de um mandado de prisão preventiva, Kajany Gabriel foi preso e levado ao Presídio, onde aguardará o encerramento do inquérito.

INVESTIGAÇÃO
Em entrevista à imprensa, o delegado relatou que esteve no sábado no local do crime e constatou que houve um homicídio praticado com requintes de crueldade, já que ocorreu uma tentativa de esgorjamento da vítima (ato de arrancar a cabeça) e corte dos testículos.

Com apoio da Polícia Militar, a Polícia Civil foi informada que Kajany Gabriel, após o crime, estava na casa de familiares e que mantinha uma toalha com manchas de sangue em uma bolsa, além de estar com o dedo cortado. Kajany Gabriel foi levado à Delegacia de Polícia Civil para depoimento.

A Polícia Civil aguardava os laudos periciais de Belo Horizonte com relação ao sangue localizado na toalha, por isso não foi possível fazer a prisão em flagrante, por falta de provas. Diante do impasse, a equipe da Polícia Civil tirou uma digital plantar do suspeito e reproduziu em transparências para comprovar que o filho de Kajany matou o pai.

“O ponto central da investigação está relacionado à pegada acima mencionada. Com a devida autorização do suspeito, colhemos as suas informações datiloscópicas plantares, em folhas de papel sulfite. Em seguida, transformamos o material em transparências. Levamos essas transparências para o local dos fatos e foi feita a análise da sobreposição da imagem, a pegada, identificando características, como os pontos de pressão e distanciamento dos dedos, indicando que aquela pegada seria do filho da vítima”, disse o delegado.

Para ele, a prova deixou evidente que Kajany Gabriel foi a única pessoa que esteve na cena do crime, o que descartou o envolvimento de outras pessoas, pois as pegadas eram totalmente compatíveis com a digital plantar. Diante disto, a prisão preventiva foi solicitada. Kajany Gabriel estava internado na ala psiquiátrica do Hospital Santa Lúcia quando recebeu a ordem de prisão.

HIPNOSE
O delegado apontou que Kajany Gabriel sofre de esquizofrenia, assim como o pai dele. Segundo apurado, pai e filho, dias antes do ocorrido, tiveram uma discussão acalorada, o que foi confirmado por testemunhas. De acordo com o policial, pelo fato de ser esquizofrênico, não foi possível conseguir junto ao acusado maiores detalhes sobre o crime.

No entanto, Kajany Gabriel alegou que pode ter sido hipnotizado e que lembra de na noite de sexta-feira, 1º, estaria acorrenta-do em um local escuro. A Polícia Civil solicitou uma perícia para comprovar a doença. Kajany Gabriel será levado a Belo Horizonte para um exame de sanidade mental.