Retenção do FPM gera debate sobre dívida previdenciária
Débitos de INSS bloqueiam repasse de recursos ao município
Poços de Caldas (MG) - A retenção de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) pela Receita Federal tornou-se centro de debate político em Poços de Caldas.
Em declaração recente, o prefeito Paulo Ney (PSD) afirmou que a administração municipal enfrenta dificuldades de caixa em decorrência do bloqueio de 100% das verbas do fundo repassadas pela União.
Segundo o chefe do Executivo, a suspensão do envio de verbas livres impacta diretamente o pagamento de fornecedores, serviços essenciais e repasses a instituições parceiras.
A declaração gerou reações no meio político local e motivou questionamentos durante a audiência pública das Metas Fiscais na Câmara Municipal, realizada na segunda-feira, 28.
Durante o encontro na Câmara, o vereador Tiago Mafra (PT) questionou o secretário municipal de Gestão Financeira, Alexandre Lino, sobre a real dinâmica dos repasses federais.
O secretário esclareceu que o governo federal não está inadimplente com o município e realiza as transferências regularmente.
No entanto, os valores acabam bloqueados na fonte para a quitação de débitos acumulados referentes ao não recolhimento da alíquota patronal do INSS em gestões anteriores.
Após renegociações recentes, a União passou a reter a totalidade do repasse mensal do FPM para amortizar a dívida previdenciária, montante que já soma cerca de R$ 40 milhões em retenções acumuladas no ano.
Mafra apontou que a narrativa de atraso por parte do governo federal feita pelo prefeito desinforma a população, uma vez que o bloqueio decorre do descumprimento de obrigações tributárias e previdenciárias da própria municipalidade e não por supostos atrasos nestes repasses.
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