Prefeitura admite falta de inspeção em galeria desde 2018

Secretaria confirma falta de vistoria em tubulação

02 Set 2026 - 16:18
Atualizado: 3 dias atrás
Prefeitura admite falta de inspeção em galeria desde 2018
Situação de tubulação na Avenida Francisco Salles gera preocupação de vereador (foto: Google Maps)

Poços de Caldas (MG) - A tubulação metálica instalada sob a Avenida Francisco Salles, uma das vias mais movimentadas do Centro de Poços de Caldas, está sem passar por inspeções técnicas internas há oito anos.

A informação foi prestada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas em resposta formal a um requerimento de informações do vereador Marcus Togni (Republicanos).

No documento enviado ao Legislativo e assinado pelo secretário Paulo Henrique Gonçalves Ribeiro, a administração municipal confirmou que a última vistoria no local ocorreu em 2018.

A Prefeitura admitiu ainda que não possui um cronograma fixo para a manutenção preventivas dos tubos de aço ondulado (do tipo Armco), que canalizam as águas do Ribeirão da Serra, realizando apenas verificações visuais externas quando considera necessário.

Risco da falta de manutenção 
A presença de ligações clandestinas de esgoto sanitário misturadas ao fluxo de água do ribeirão é o fator principal que compromete a durabilidade da estrutura.

Na resposta enviada à Câmara, a Secretaria de Obras reconheceu que o efluente doméstico lança substâncias químicas e orgânicas na galeria, o que acelera o processo de deterioração e reduz a vida útil da tubulação sob o asfalto.

Na última vistoria realizada em 2018, as equipes técnicas já haviam identificado trechos com indícios de corrosão e pontos que demandavam intervenções de manutenção.

Na ocasião, segundo o Executivo, não foi emitido um laudo formal com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), mas apenas um relatório fotográfico.

O município informou que estuda realizar uma nova inspeção técnica no trecho entre o final de 2026 e o ano de 2027.

Para viabilizar a entrada de técnicos na área confinada, será necessária a contratação de uma empresa especializada ou o uso de equipamentos específicos, como detectores de gases tóxicos, iluminação própria e vestimentas adequadas de proteção, além de uma operação de desassoreamento para retirada de detritos acumulados do leito do rio.

Os questionamentos foram apresentados devido à preocupação com a estabilidade do solo e o peso do tráfego de veículos.

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