Ordem do Dia 31/08/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Há uma propaganda política, circulando nas redes, dirigida aos eleitores de Poços de Caldas: incentivando que votem em candidatos da terra.
Algo, aparentemente, óbvio. Se assim é, por qual razão Poços, há tantos anos, não elege um único e escasso parlamentar, seja federal ou estadual? Eis o busílis.
Há os que dizem que teria havido uma acentuada decadência na política poçoscaldense. Pode ser.
E, de fato, o "quem te viu, quem te vê" não favorece a avaliação da cidade e de suas lideranças.
Mas esse seria um fenômeno nacional, que se acentua em Minas Gerais.
A par da desastrosa gestão administrativa e financeira do Estado (a mais catastrófica do Brasil), de responsabilidade do governo Zema, temos um conjunto de candidatos ao governo, no mínimo, desanimador.
Talvez somente a tragédia do Rio de Janeiro se compare à de Minas. Uma cruel comparação.
Duas referências históricas dos Estados tupiniquins, que se resumem a uma palavra: decadência.
Inclusive, ambos têm a pior avaliação administrativa e financeira, em números oficiais, de todo o Brasil.
Então, quais seriam os fatos? Primeiramente, assim como em todas as cidades polo, a população de Poços é constituída de uma multiplicidade cultural: há gente de todo lado.
E seria a maioria da população. Por essa razão, há diversos perfis, diferentes adesões e lealdades políticas, que muitas vezes não correspondem às idiossincrasias locais.
Uma única pergunta pode responder, ou exemplificar, esse fenômeno: desde a redemocratização, quantos prefeitos, ou parlamentares, naturais de Poços de Caldas, foram eleitos para representar a cidade?
Este colunista frequenta a política local há cerca de trinta anos - e não me ocorre nenhum nome. O que dizem os leitores?
A multiplicidade das origens da população favorece a multiplicidade das opções eleitorais. O que faz de Poços o paraíso dos forasteiros. Alguns meras "aves de arribação".
Exemplo: qual a relação de Níkolas, o histriônico parlamentar garnizé, com os interesses ou tradições de Poços?
Algo que justifique a estrondosa votação que teve na cidade? Tornando-o majoritário, entre todos os demais?
Quem acertar a resposta, ganha um jantar na Cantina do Araújo, na companhia de Cleitinho, o líder das pesquisas para governador.
O que? A Cantina fechou? Cleitinho seria escandaloso e desagradável? Poisé. Uma pena. Não seria apenas isso a lamentar. Realmente, uma pena...
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
Qual é a sua reação??
Curtir
0
Não gostei
0
Amei
0
Engraçado
0
Uau
0
Triste
0
Bravo
0
