Ordem do Dia 29/07/26

Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

29 Jul 2026 - 09:25
Ordem do Dia 29/07/26

Em outubro deste ano, o "Manifesto dos Mineiros" completa 83 anos. E é interessante que num ano eleitoral, quando questões tratadas nesse Manifesto estejam na "Ordem do Dia", esse documento seja completamente ignorado.

O pensamento liberal-democrático, ou "de direita", revelado então, aparentemente questiona tanto a esquerda quanto a direita vigentes.

Mostrando o quanto uma imersão no passado, num momento de crítica à ditadura Vargas, mostra um presente anacrônico e disfuncional. A história desabilita as atuais forças políticas.

A começar da ausência do debate de ideias - no que se constitui, essencialmente, o "Manifesto".

Não há discussões fundamentadas em propostas ou qualquer ideia que sugira um projeto qualquer.

Duas pessoas de duvidosas virtudes, ou qualidades, lideram o certame: Lula e Flavinho Bolsonaro. Representantes de uma postura atrasada, comprometida apenas com si mesmos.

Lula, fruto do corporativismo sindical, é filho da ditadura varguista. Dedica-se, além do recorrente besteirol, a fazer gestos obscenos em público, insultando o contribuinte brasileiro. Um "chave de cadeia", habituado a esse comportamento.

Flavinho, às voltas com "barracos" familiares, esquemas obscuros e "rachadinhas", por sua vez, lembra o liame fascista do bolsonarismo. Representado, principalmente, pelo pai e pelo irmão, delinquentes condenados criminalmente.

Flavinho, sem qualquer prova, insiste na crítica às urnas eletrônicas, diante de dezenas de embaixadores. Uma pobreza de espírito...  

Ambos os perfis, lulista e bolsonarista, objetos da crítica dos "Mineiros", que corajosamente firmaram esse documento, em plena ditadura do Estado Novo. Até hoje, a democracia brasileira luta contra os mesmos vícios.

Esse Manifesto, uma referência para um debate que não mais existe, repercute o perfil do Ocidente: a democracia forjada na Grécia antiga, o ideal da República Romana e o pensamento racional iluminista. Substituídos pela atual escória militante, de despreparados, que se arvoram ao poder.

"Falando em línguas" em cultos fundamentalistas, exibindo besteiras em público, ou em desfiles carnavalescos. Que tristeza.

* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com 

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