Ordem do Dia 25/09/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Há rumores de que o "mercado" teme as quatro futuras indicações de Lula, ao STF, caso seja reeleito.
Mais do que o risco da ruptura institucional, ameaça das práticas milicianas bolsonaristas.
Seriam, ao lado do risco fiscal, as principais ameaças futuras, de um novo governo Lula.
Não restam dúvidas quanto à responsabilidade dos governantes do PT, nesses dois itens.
Conspurcaram politicamente a Corte constitucional, a ponto de transformá-la numa espécie de comitê eleitoral.
Não apenas o brutal endividamento público seria obra petista: não se esqueçam da maior recessão, "jamais vista nesse país", fruto do desgoverno Dilma.
A corrupção e o descalabro administrativo, outra marca petista, diante disso, ficam na conta de acessórios, não do principal.
Entretanto, é necessário que se diga: os dois principais protagonistas da atual crise do STF não foram indicações petistas.
Xandão foi indicação de Michel Temer. André Mendonça de Bolsonaro.
Entre os três "escudeiros" dessa trupe, dois foram indicações petistas: Dino e Zanin.
Gilmar Mendes, o "gênio do mal", é coisa do saudoso governo FHC: uma época em que havia alguma racionalidade na política. Logo, três a dois para os não petistas, nesse imbróglio.
Finalmente, a principal questão: o que seria esse tal de "mercado", a onipresente "Faria Lima" e como vocalizariam seus desejos ou temores? Poisé. Ninguém sabe.
Todavia, de algum modo, o mercado diz alguma coisa, o tempo todo. Mesmo não possuindo endereço, CPF ou CNPJ.
Esta coluna, por sua vez, apontou, em diferentes ocasiões, a irresponsabilidade fiscal de Lula, que gasta o dinheiro público como se fosse dele. Não é. É nosso.
Entretanto, mais de uma vez, indicamos que a resistência de Lula à responsabilidade fiscal seria pessoal e não ideológica.
Vinda de sua disputa pessoal com FHC, por quem foi duas vezes derrotado.
E que tem o que o apedeuta Lula nunca teve: cultura, formação acadêmica e credibilidade.
Além do que, FHC protagonizou a principal política pública da história recente do Brasil: o Plano Real.
Pelo menos, é isso que se lê na obra "Deu no New York Times", do jornalista Larry Rohter. E, provavelmente, será isso que dirá a história.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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