Ordem do Dia 23/07/26

Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia

23 Jul 2026 - 00:44
Atualizado: 2 meses atrás
Ordem do Dia 23/07/26

Os usuários do site "Adoro cinema" elegeram os nove melhores filmes de sua preferência. Seriam os melhores filmes de todos os tempos.

Algumas ausências chamam a atenção: "Cidadão Kane", "E o vento levou..." e "Rastros de ódio", presentes na maioria das listas, não foram selecionados.

Outra ausência notável seria "Blade Runner, o caçador de andróides". Um filme emblemático, em estilo "noir", cuja trilha sonora do Vangelis resultou num celebrado disco. E haveria muitas outras.

Não se vê um único representante europeu, por exemplo. Apesar de eles fazerem uns bons filmes por lá, com destaque para a escola italiana.

É possível citar meia dúzia de reconhecidos diretores italianos, ainda que nenhum deles rivalize com Sophia Loren, a atriz definitiva, ao lado de Catherine Deneuve, a emblemática francesa, "bela da tarde". Que me perdoem outras maravilhosas.

A lista traz "Rei Leão", em quinto lugar, o que não deixa de ser uma surpresa. E "Um sonho de liberdade" em segundo, um filme reconhecido tardiamente.

Seu sucesso, quando do lançamento, foi grande. Mas não a ponto de ser considerado o segundo melhor filme de todos os tempos.

Este colunista tem como sua principal referência "Rastros de ódio", da dupla John-John (John Ford, John Wayne). 

Seria uma verdadeira aula de Antropologia Cultural do velho oeste, definindo o perfil norte-americano.

Tenho, exposta em meu escritório, uma foto enquadrada do último "frame" da película. Tendo John Wayne no centro e um plano infinito do "Monumental Valley", ao fundo. Um luxo.

O primeiro colocado, da lista, é figurinha carimbada: "O poderoso chefão", de Coppola. Quase uma unanimidade.

Entretanto, dividiria com "E o vento levou..." uma característica comum: esses dois filmes seriam melhores que os respectivos livros, que inspiraram seu roteiro.

Em nenhuma lista dos melhores, da literatura universal, vemos sequer menção a essas obras.

Por outro lado, os filmes seriam clássicos incomparáveis. Aparentemente, uma literatura medíocre pode ir além de si mesma, quando bem adaptada no cinema.

Ou, talvez, seja medíocre a crítica literária, que assim os definiu. Quem sabe? Afinal, são linguagens distintas. E não se vê nenhum filme, de destaque, baseado em James Joyce ou Thomas Mann - ícones da literatura.

Quem se der ao trabalho de ler Mario Puzzo, autor do "Poderoso chefão", e Margaret Mitchell, de "E o vento levou...", poderá, por si mesmo, formar a própria opinião. Podendo, até mesmo, concordar com a visão desta coluna. A conferir.

* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com 

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