Ordem do Dia 06/08/26
Luiz Costa Pinto, comentarista político, veiculou um vídeo no Instagram, a respeito do imbróglio Cleitinho.
O homem classifica Cleitinho de "bizarro" e de personagem "repugnante" da política.
Ainda assim, liderava todas as pesquisas de intenção de voto, para o governo de Minas.
O comentarista atribui esse fenômeno à decadência e dissolução da arena política, tomada pela escória.
Obviamente, o eleitorado que prefere Cleitinho faria parte desse fenômeno.
Mas o homem tanto fez, que ficou sem legenda para concorrer ao governo, punido pelo próprio partido.
Comportou-se como princesa disputada. Terminou um sapo abandonado... Não é candidato: desfecho que esta Coluna antecipou há meses.
Tal como diria Tancredo Neves: "a esperteza, quando é muita, cresce e engole o dono".
Para se ter uma ideia, informações de origem partidária dizem que Cleitinho, quando deputado estadual, teria "aprovado" mais de 300 projetos de lei. Mentira.
Mais de 200 foram simplesmente arquivados. Sendo que a grande maioria, dos restantes, não obteve os requisitos técnicos para tramitação. Puro lixo. No Senado, faz triste figura.
Entretanto, Minas Gerais comporia um perfil especial: tudo seria pior por aqui, visto o que já foi o Estado, historicamente.
Números oficiais indicam que Minas, ao lado do Rio de Janeiro, tem nota "D" na sua gestão financeira (a pior possível), configurando um Estado quebrado.
Esse resultado é devido aos oito anos de Zema, que fez a pior gestão administrativa e financeira das Gerais.
Seria uma espécie de cupim catastrófico. Que não entregou uma única obra, ou programa, de destaque, fazendo a maior dívida da história. Onde foi parar o dinheiro?
Sabe-se que o governo Zema premiou seus colegas, empresários, com cerca de 130 bilhões, em isenções fiscais.
E grande parte do eleitorado apoia Zema, assim como a Cleitinho, mesmo assim.
Que me permita Costa Pinto: "bizarro" e "repugnante" seriam adjetivos que poderiam ser estendidos além de Cleitinho. Incluindo Zema e os seguidores desses "fenômenos".
Destino terrível se apresenta aos mineiros. Não parece haver saída razoável.
Os atuais candidatos ao governo seriam um amontoado de perigosas decepções.
Temos tristes prepostos de Zema e Lula, por exemplo, pleiteando o governo.
Figuras inexpressivas, além de um obscuro agente da cartolagem futebolística, altamente suspeito. Infernal. Teriam os mineiros apedrejado a Cruz de Cristo?
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com

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