Ordem do Dia 01/09/26
Marco Antônio Andere Teixeira faz uma breve análise sobre fatos do dia
Esta Coluna, no dia 11do corrente mês, comentou o crescente endividamento das famílias brasileiras, segundo a Consultoria Tendência.
Esse índice, proveniente de série histórica, nunca esteve pior: vivemos um recorde de endividamento familiar.
Economistas e analistas de escol, têm-se debruçado sobre o contexto macroeconômico, onde o endividamento se apresenta disseminado: governo e empresas (especialmente as estatais - vide Correios), também se encontram altamente endividados.
A dívida pública nunca esteve tão alta, diversas empresas tradicionais têm recorrido à recuperação judicial, num cenário de juros muito altos e inflação preocupante.
As recentes publicações de Alexandre Shwartzman, Eduardo Giannetti, Samuel Pessôa, na grande Imprensa, que dispensam apresentações, além de outros notáveis, dizem uma só coisa: é necessário um ajuste fiscal, sob pena de um colapso econômico.
Giannetti e Pessôa iriam mais além: esse contexto estaria na raiz do desequilíbrio institucional entre os poderes, marcado pela intrusão nas prerrogativas, e competências, uns dos outros.
No caso do notório ativismo político do STF, Pessôa e principalmente Giannetti seriam definitivos: a indicação de ativistas politiqueiros, no lugar de juristas notáveis e independentes, fez do STF um triste "comitê eleitoral".
A ideia de se ter um "ministro para chamar de seu", praticada por Lula, Bolsonaro e até por Alcolumbre, presidente do Senado, seria catastrófica.
Por outro lado, estaria demonstrado que o tal "presidencialismo de coalizão", como está, não seria viável: não temos a estrutura partidária, ou institucional, para dar funcionalidade a essa ideia.
Infelizmente, não devemos esperar esses ajustes no próximo governo.
A tendência seria que perdure a agonia, mormente se um dos dois líderes da polarização vencerem o pleito.
Não têm estofo, credibilidade, preparo ou interesse em fazer o que precisa ser feito.
Os mais velhos sabem o que a irresponsabilidade fiscal, o excessivo peso do Estado e a gastança desenfreada representaram na época da hiperinflação do governo Sarney (80% ao mês, de índice inflacionário), ou na maior recessão de nossa história ("nunca antes vista neste país"), durante o anômalo governo Dilma.
Se Deus é brasileiro, estaria na hora de se apresentar. Com um bom estoque de milagres. Começando por acabar com a estúpida polarização. Eis o busílis.
* Marco Antônio Andere Teixeira é historiador, advogado, cientista político (UFMG), pós-graduado em Controle Externo (TCEMG/PUC-MG), Direito Administrativo (UFMG) e Ciência Política (UFMG). E-mail: marcoandere.priusgestao@gmail.com
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