Movimento Rara é a Vida participa de reunião de Comitê

Coletivo busca tratar sobre mineração de terras raras em Poços

02 Set 2026 - 12:31
Movimento Rara é a Vida participa de reunião de Comitê
O prefeito recebeu representante do coletivo durante reunião do Comitê de Terras Raras da Prefeitura (foto: divulgação)

Poços de Caldas (MG) - O Comitê de Terras Raras da Prefeitura realizou ontem, 1º, mais uma reunião para tratar de questões relacionadas às terras raras no município. 

O encontro contou com a participação de representantes do Movimento Rara é a Vida, entre elas Júlia Cristina de Ávila e Danielle Vilas Boas, ampliando o espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade civil.

A participação das representantes do Movimento Rara é a Vida ocorreu em resposta a um ofício encaminhado ao Comitê no dia 14 de agosto, no qual o movimento solicitou participação permanente nas reuniões e discussões do grupo. A continuidade desta participação está sendo avaliada pelo Comitê.

Diálogos
O prefeito Paulo Ney (PSD) destacou a importância da realização dos encontros e do diálogo com diferentes setores da sociedade para subsidiar as discussões e decisões do Comitê.

Segundo ele, as decisões relacionadas às terras raras são importantes para o futuro do município e devem ter como prioridade os interesses de Poços de Caldas e da população.

A participação da população e de diferentes setores da sociedade vem sendo incorporada às discussões do Comitê.

Em reuniões anteriores, o grupo já recebeu representantes de escolas, equipamentos públicos e instituições, possibilitando a apresentação de dúvidas, preocupações e contribuições sobre o tema.

Preocupações
Júlia Cristina de Ávila, 26 anos, moradora da Zona Sul desde que nasceu e mãe de um menino de 4 anos com uma condição rara de saúde, destacou a importância de o poder público considerar as preocupações das famílias que podem ser diretamente impactadas pelas discussões.

“A principal preocupação é com a saúde, especificamente a do meu filho, pela condição que ele tem, que é muito rara e para a qual ainda não temos respostas. Também vejo a questão de outros moradores que têm outras doenças, síndromes respiratórias e outras condições. Precisamos de respostas para essas pessoas que são mais vulneráveis”, afirmou.

Para Danielle Vilas Boas, representante do Movimento Rara é a Vida, a reunião foi um importante passo para fortalecer o diálogo com o poder público.

“Para um primeiro contato, consideramos uma reunião satisfatória”, destacou. 

Danielle também ressaltou a importância do acompanhamento da sociedade civil nos trabalhos do Comitê.

O vereador Tiago Braz (Rede), presidente da Comissão Especial de Terras Raras da Câmara Municipal, também participou da reunião.

Documentos apresentados
Durante a reunião  as representantes do Movimento Rara é a Vida apresentaram e protocolaram três documentos junto ao Comitê.

O primeiro documento apresenta o coletivo e reúne questionamentos relacionados ao funcionamento do Comitê, à divulgação de informações e documentos, aos estudos em andamento e aos resultados esperados. 

O segundo documento apresenta preocupações relacionadas à saúde da população, especialmente de pessoas que possam estar em situação de maior vulnerabilidade.

Já o terceiro documento reúne 30 ações que, na avaliação do movimento, poderiam ser adotadas pela Prefeitura durante o processo de licenciamento, visando ampliar a transparência, garantir o respeito à população e fortalecer a participação social.

Elas também reforçaram a importância de que as informações sejam disponibilizadas de forma transparente e acessível.

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