Complexo Santa Cruz: Prefeitura explica atraso de análise de projeto
Secretaria detalha pendências técnicas e flexibilizações solicitadas
Poços de Caldas (MG) - A Prefeitura prestou esclarecimentos à Câmara Municipal sobre o andamento do processo de análise e aprovação do projeto arquitetônico do Complexo Santa Cruz.
A resposta oficial, enviada pela Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano em atenção ao pedido de informações do vereador Flávio Togni de Lima e Silva (MDB), detalha o histórico e as pendências do protocolo aberto em junho de 2024 em nome da empresa EVA Empreendimentos Ltda.
Tramitação
Segundo a administração municipal, o processo tramita há mais de dois anos devido à alta complexidade do empreendimento.
A proposta não se refere à ocupação de um lote vago, mas envolve a demolição parcial da estrutura existente no local do antigo hospital, a reforma de uma fração do imóvel e a construção de uma nova área.
Além disso, o terreno passou por retificação de matrícula, levantamento topográfico e consulta a órgãos colegiados como o Condephact e o Comdurt, além da elaboração do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).
No momento, o processo aguarda que os responsáveis técnicos do projeto realizem as correções solicitadas pela equipe técnica da Prefeitura.
A última movimentação ocorreu no dia 10 de agosto de 2026, quando o arquivo contendo as adequações necessárias nos desenhos foi devolvido aos desenvolvedores.
Por outro lado, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) já emitiu parecer favorável ao projeto.
O que falta para a aprovação?
A conclusão da análise depende do ajuste de plantas técnicas pelos empreendedores e da validação de flexibilizações urbanísticas previstas na legislação municipal.
O protocolo encontra-se em fase de correção de desenhos técnicos pelo responsável da obra após devolução da equipe de análise em agosto de 2026.
Sobre o parecer ambiental, a Secretaria de Meio Ambiente exarou posição favorável e devolveu o processo ao Planejamento Urbano.
O projeto foi enquadrado como Edificação Especial e prevê extrapolação de 0,65 no Coeficiente de Aproveitamento e de 2,44 metros no gabarito, referentes a elementos estruturais superiores, como a caixa d'água.
A Prefeitura informou que assim que os ajustes forem reapresentados e validados, o processo poderá ser finalizado.
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