Como funciona a Arquitetura Sustentável

As arquitetas Carolina Galhardo e Lizia Santucci abordam o conceito de Arquitetura Sustentável

As arquitetas Carolina Galhardo e Lizia Santucci abordam o conceito de Arquitetura Sustentável, também conhecida como arquitetura-verde ou eco-arquitetura.

Você já deve ter ouvido falar em Arquitetura Sustentável, também conhecida como arquitetura-verde ou eco-arquitetura. Em tempos de crise hídrica e energética, esse tema conquistou mais espaço e passou a ser mais discutido. Um número considerável de pessoas que estavam começando algum tipo de empreendimento, independente da dimensão, começou a requisitar que suas construções atendessem a alguns princípios da arquitetura sustentável. Mas o que torna uma obra sustentável?

Tudo começa na elaboração do projeto arquitetônico, que deve ser concebido de forma sustentável, utilizando recursos naturais, sistemas de edificação de baixo impacto ambiental. A arquitetura verde deve preocupar-se em como a água e energia serão aproveitados; nos tipo de materiais utilizados e no destino que os resíduos terão. No caso da água, o edifício sustentável deve assegurar que o seu consumo seja reduzido e racional.

Isso é possível através de tecnologias de reuso da água, captação de águas pluviais e também com equipamentos de redução de consumo (torneiras, chuveiros, válvulas de descargas). As águas pluviais obtidas pela captação pluvial podem ser armazenadas em cisternas e serem reutilizadas para fins não potáveis.Além de contribuir com o meio ambiente, a energia solar pode gerar energia elétrica, diminuindo consideravelmente a conta a ser paga no final do mês.

Os painéis fotovoltaicos são os responsáveis pela geração dessa energia limpa, tanto para residências ou empresas. E por meio de placas de captação solar, instaladas sobre o telhado, a água a ser utilizada em torneiras, chuveiros e até piscinas pode ser aquecida. Os materiais ecológicos são os não-poluentes, atóxicos, benéficos ao meio ambiente e á saúde dos seres vivos, como por exemplo, os tijolos ecológicos, madeira certificada, tintas sem compostos orgânicos voláteis tóxicos.

Materiais regionais, ou seja, que são produzidos próximos a obra, também devem ser priorizados, pois reduzem o percurso de transporte e emissão de gás carbônico da queima do combustível. Já os resíduos gerados durante a construção devem ter a destinação correta e reintroduzidos na cadeia produtiva: o concreto, por meio da trituração em várias granulo-metrias; a madeira, após triturada, voltando em forma de compensados.

E se você deseja tornar sua residência ou empresa um pouco mais sustentável, é possível adaptar alguns princípios mesmo depois da obra concluída, como a utilização das placas fotovoltaicas, a construção de cisternas. E vale lembrar que a concepção do projeto deve respeitar o posicionamento do empreendimento no terreno, visando aproveitar ao máximo a luz solar no dia-a-dia.

“Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras.”, Brundtland Report, 1987.

* Carolina Galhardo e Lizia Santucci são arquitetas e urbanistas do Escritório Oca Arquitetura (rua Pernambuco, 789, Centro). E-mails: [email protected]; [email protected]